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sábado, 10 de setembro de 2011

Extremismo não mais


Estou exercitando algo em mim sobre o extremismo. Um certo dia eu era patricinha, gostava de forró, música eletrônica e lia comédia romântica americana. No outro, eu descobri o quanto que cultura é bom, e quis arrancar essa face comum de mim. Portanto, enquanto eu era patricinha gostava de chamar pessoas diferentes de mim de cafuçu. E quando era aspirante a cult, metia o pau nos playboys e nas patricinhas natalenses. Foi então que eu amadureci, procurei evoluir meu espírito e perceber que independente de qualquer coisa, se deve antes de tudo respeitar as pessoas como elas são, sem julgamentos.
Certo dia eu li na página do face de um amigo um trabalho de publicidade sobre as camisas Aeropostale:
Trabalho de Publicidade e Propaganda da UFRN 2010.2, retirado do link: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=2389970755068&set=a.1868986250781.2111819.1424833956&type=1&theater

Eu pessoalmente nunca usaria uma blusa dessas porque acho algo extremamente sem criatividade e personalidade. Mas, para pessoas que precisam se sentir incluídas porque ainda não encontraram seu individualismo, e ao usar a blusa se sentem acolhidas, esse tipo de blusa cumpre seu papel, e portanto deve-se respeitar as tribos. Também procuro entender que para algumas pessoas essa marca também não pode representar isso. Pode ser apenas um pedaço de pano que cumpre o papel de roupa, e não necessariamente o agrupa em certo grupo.

Quanto as Patricinhas e Mauricinhos oficiais interpreto da mesma forma. É uma identificação. Do mesmo jeito que os cults usam camisa xadrez para parecer descolado, usar uma roupa colada para valorizar as curvas ultrapassa o conceito de patricinha natalense, e sim de mulher brasileira que gosta de marcar o corpo. Minha crítica sobre isso é apenas em relação sobre a noção do que fica bom em você.
Acho short e salto lindo, mas depende em quem. Eu tenho pernas finas e sei que usar essa combinação exige muito cuidado. Não é porque minha tribo usa isso, que eu vou passar a usar indiscriminadamente e parecer uma "marmota" por aí. Falo sério.

E embora isso pareça um assunto fútil, considero essa minha opinião uma evolução espiritual. Porque a cada dia procuro exercer a justiça em todos os aspectos da minha vida, com as pessoas a minha volta, até aos assuntos femininos mais banais, entende? Porque senão tudo vira uma camisa de força. Se você critica muita coisa, sobram poucas coisas para você se encaixar. E eu não quero isso pra mim, gosto de opções para me sentir feliz.

É isso!

sábado, 23 de julho de 2011

Missões


Hoje de manhã eu estava vendo o filme "Amelia", que é sobre a pilota americana Amelia Earhart que desapareceu ao atravessar o oceano Pacífico em 1937.
O objetivo dessa mulher era pilotar, e ela mesma disse que a vontade de voar dela era tão grande que nem mesmo uma "gaiola de ouro" (ela se referia ao luxo que vivia) era capaz de afastá-la desse sonho.
Ela foi a primeira mulher a atravessar sozinha o oceano Atlântico, e enfim, ela viveu pra realizar o maior sonho. Quando fez isso, desapareceu. Seu avião sumiu enquanto ela tentava dar uma volta ao redor da Terra. Ela foi essencial para os direitos das mulheres na aviação, etc. Morreu aos 41 anos, viveu para sua missão e se foi.
Então, e lá estava eu e mamãe conversando sobre pessoas que vem ao mundo só pra ser bom em alguma coisa, deixa sua colaboração e "pega o pego". Demos o exemplo de Cazuza durante a conversa, de que ele foi outro que deixou sua colaboração poética e musical e também se foi.

E daí, algumas horas depois dessa conversa recebo a notícia de que Amy Winehouse morreu. Eu não vou simplesmente dizer que as drogas venceram, e que podia ser diferente. Será que se ela não fosse essa louca pirada e drogada seria talentosa desse jeito? Eu acredito que as pessoas vem para uma missão, e cantar muito bem e se drogar até morrer fez parte da vida dela aqui na Terra mesmo.

Então, Amy, "rest in peace", você fez muito bem o que fazia de melhor!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meia noite em Paris e Eu.

"Qualquer lugar da Europa" pode ser Paris!


Ontem eu assisti ao filme do Woody Allen, "Meia noite em Paris" que está em cartaz nos cinemas.
O filme fala sobre uma insatisfação que o indivíduo sente sobre seu tempo, e sobre o desejo de que queria ter vivido na década tal do século tal , porque ali sim seria realmente feliz.
É muito bom sonhar sobre aquilo que definitivamente não vai acontecer, e acreditar que se não fosse por esse fator temporal você poderia ser realmente feliz.
Só que no filme, o Wood Allen da vez, consegue realmente voltar no tempo. E então ele descobre que quando ele chega a década de 20 tão sonhada, onde pra ele a felicidade mora lá, quem vive realmente a década de 20, acredita que a felicidade está na Belle Époque (na virada do século XIX pro XX).
E então o personagem entende que essa busca pela felicidade em outras épocas existe em muitas pessoas, e que se a felicidade não tiver dentro de você independente do tempo em que se vive, não vai estar em lugar nenhum.
Isso me fez parar pra pensar sobre a ilusão de que eu tenho, de que se eu morar em algum país da Europa eu vou ser mais feliz. Eu posso até viver melhor em termos de qualidade de vida. Mas ser mais feliz? É claro que não!
A felicidade para mim é viver com as pessoas que eu amo, viver com elas as pequenas coisas e ver alegria nisso. É se sentir capaz em fazer o seu trabalho, é gostar de onde você vive, é poder abraçar seu bichinho de estimação. E eu sou feliz, independente das nuvens que às vezes passam pela minha vida.
E assim, eu concluo que eu não vou só ser feliz se viver em algum lugar da Europa. Mas sim, aqui, no Nordeste brasileiro, no subdesenvolvimento, eu sou feliz, porque é aqui que eu tenho as pessoas que eu amo, e é aqui que eu formo a minha cabeça!

Loucuras a parte, Boa tarde!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fim de semestre


Jajá eu fico de férias... falta menos de um mês.
Então eu voltarei para falar mais besteiras!
Boa sorte pra mim nesse fim de semestre, que eu não reprove em Estruturas (e o pior é que eu não estou nem aí).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Emagrecendo com Maria

Como prometido, hoje eu comecei uma dieta. Vamos lá para as coisinhas que comi durante o dia:



Café da manhã indo pra faculdade: Uma banana

Ainda no café da manhã já na faculdade: maçã

Depois da aula eu já estava morrendo de fome: belisquei uma bolacha (não era integral)

Na hora do intervalo: Um sanduiche natural de frango com passas

No almoço (vocês tão vendo)

As cinco da tarde eu estava esfomeada e comi esse sanduiche de pão integral, requeijão light e presunto de peito de peru. Ah, junto com esse pão tomei um suco de limão!

Na hora do jantar uma sopa

E para encerrar mais uma pinha


Só que eu tenho certeza que ainda vou comer mais alguma coisa hoje. Sou muito faminta.
Mas e aí? Vocês acham que eu tô no caminho certo?

Beijos e queijos (brancos, claro)

p.s.: Sacou só minhas unhas?
A inglesinha (termo novo que aprendi hoje com @BarbaraLambert) que fiz com o preto fosco da risqué + base.
AMAY!

domingo, 1 de maio de 2011

Dieta já!


A partir de amanhã começarei uma dieta.
Será que eu vou conseguir?
Vou fotografar tudo que eu comer.

Meta: Perder 4 quilos!


Rezem por mim!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sinais

Lá estava eu, em mais uma crise dos 20 anos.
Cansada das mesmas coisas, em dúvida sobre as mesmas coisas.
Eu sei de muita coisa que eu quero, e como sei que acima de tudo eu quero ser feliz, às vezes o caminho para eu atingir o que eu quero me causa desespero, porque eu às vezes esqueço que a vida nem é tão fácil assim.
Só que hoje eu tive dois sinais que confirmaram o que eu quero.
Ou talvez nem foram sinais, possam ser apenas a minha cabeça se colocando no lugar e escolhendo o caminho que eu quero seguir.
Eu consegui fazer minhas obrigações sem nenhum sofrimento.
Na verdade eu gostei de fazer tudo que eu estava fazendo.
Na aula hoje eu fui ao prédio novo do INPE na UFRN. A idéia do prédio é a sustentabilidade. Genial! As salas muito ventiladas, o prédio praticamente todo aberto, um projeto de paisagismo lindo! E ainda atendia a maioria das exigências de acessibilidade! (É porque tá para existir um prédio perfeito nesse mundo).
Nessa ida ao INPE ainda deu para entrar num prédio redondo de pedra da década de 70, eu acho.
Nossa! Horrível!
Mas quando eu entrei, eu achei até uma fofurinha os azulejos que ninguém usa mais porque é brega. E os rosulejos? (Azulejos cor de rosa!) Eu resolvi respeitar o lugar pelo tempo que tem, sabe? E não dizer que é horrível só porque é impraticável usar um prédio daqueles nos dias de hoje. Mas, cara, na época um prédio redondo era massa, pô. (Embora ainda seja a cara da ditadura).
E de tarde eu fui medir um prédio que lida com fabricação de medicamentos. A gente entrou numa sala que era a cara das naves de Star Wars! A gente usou aquela roupinha branca, a toca e o pro-pé! Aí eu tive mais certeza de que área de biomédica realmente não tem nada a ver comigo. O prédio era enorme, super complexo. Projetar uma coisa daquelas gera muita pesquisa.

Pois pronto, eis minhas conclusões do dia!
Beijos!























Essa pespectiva foi disponibilizada pelo site do LabCon (Laboratório de Conforto da UFRN).

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Não se leve tão a sério!


Eu sou uma pessoa muito crítica; e tenho que me vigiar quanto a isso.
Porque pode parecer que eu "falo mal" das pessoas. E pode até ser isso mesmo. Mas quem não tem defeito, né? Esse é o meu.
Falo mal de mim também, porque minha visão maléfica não tem limites.
E é por isso que eu já tive algumas depressões do tipo que eu sempre me achava lá em baixo, porque todo mundo era melhor do que eu e coisa e tal.
Só que chega o dia que a gente cansa de ser a pior das pessoas.
E eu pelo menos quero mostrar a quem quiser ver que eu decidi que isso acabou. Mostro para quem interessa e para quem não interessa também.
Isso agride alguém? Problema. Já me senti agredida várias vezes, caro leitor! Não que você tenha alguma coisa a ver com isso.
Uma coisa que li um dia desses realmente é verdade: existem problemas muito grandes por aí. Doenças, gente que é destratado de toda maneira, gente que não tem o que comer nem o que dormir. E por mais que isso seja bem clichê de se dizer, são problemas maiores que os nossos sim! E gastar nosso tempo procurando picuinhas não dá em nada.
A gente tem que ver que por mais que a gente cons
iga fazer quase tudo que a gente quer, sempre vai ter alguma coisa que não vai ser do jeito que a gente imagina. E pronto! Isso é um fato, a moral da história é ser feliz com o que você pode ter e fazer. Seja feliz com você mesmo! Desse jeito muit
a gente vai se aproximar de você por se sentir bem perto
de você, porque você também se sente bem!

Quem me conhece sabe que eu levo muito humor na minha vida. Que eu sempre tento ir por esse lado. Então qualquer coisa que eu fale, eu não levo m
uito a sério. Eu acho que a graça é essa.
Não se levar muito a sério. A gente já tem que levar
a sério tantas coisas - nossas obrigações mesmo - que o eu puder evitar de se levar a sério eu tô levando.
Desejo isso ao mundo: Não se levem tão a sério!


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Aiquetortura!

Fazer arquitetura não é fácil. É um curso que exige muito de você, do seu tempo, da sua paciência, do seu cérebro, da sua coluna, da sua visão... bem, de você. Eu escolhi fazer arquitetura porque sempre foi uma coisa pela qual eu me interessei. Só que eu fugia dessa idéia porque eu pensava que queria ser ricaaaaaaaaaaa e não queria mais matemática na minha vida. Só que aí eu escolhi isso mesmo, e sou feliz no que faço. Feliz assim, né; cansada, mas feliz.
Agora estou num momento difícil. Estou pagando fundamento das estruturas 01, e assim, é tipo física de novo na minha vida. O que me deixa tensa. Tensa porque eu tenho p roblemas pra entender essas coisas, mas eu sei que meu cérebro é capaz. Sei sim. Hoje eu fiz uma prova e não me dei nada bem. Eu já estou em quarta prova, mas quarta prova é uma coisa normal na vida de um universitário, e não é por causa disso que vou deixar de ser uma arquiteta melhor.
O que eu quero seguir eu ainda não sei bem, mas me identifico bastante com estudos urbanos, analisar a sociedade na cidade, entender o espaço, querer melhorar a vida das pessoas. É uma pena saber que mesmo que eu trabalhe a vida toda nisso não vou ver uma super melhora, mas eu espero fazer alguma coisa, ou pelo repassar a algumas pessoas o que eu penso. Porque assim, o que eu penso foi repassado por alguns professores pra mim, e eu entendi, eu quis que fosse verdade, então você ter o objetivo de repassar isso pra outras pessoas já é um bom objetivo na vida.
A arquitetura pra mim não é só isso: espaço-sociedade. Também gosto de projetar, de pensar, de criar, embora ainda me sinta meio presa. Mas tudo tem seu tempo, e acreditem que e
mbora eu não mostre muito eu acredito em mim, eu sei que eu tenho muitas dificuldades, mas quando eu bato numa mesma tecla não sei quantas vezes eu consigo o que eu quero.
Atualmente eu dou o melhor de mim nas coisas que eu faço. Se eu fiz isso é porque eu fiz até onde eu aguentei, e se eu não fui capaz foi simplesmente porque eu não consegui. Mas o fato de eu não ter conseguido, não quer dizer que não possa conseguir depois. É interessante também que confiem em mim, porque quando eu acho que isso não tá acontecendo fico insegura, e acabo não fazendo o máximo por simplesmente achar que o meu máximo não interessa. Eu estou no terceiro período e estou num ritmo que só tenho tempo para faculdade, e mesmo assim ainda falta tempo pra ela. Tenho que fazer escolhas, dar um destino pra vida, deixar de ser criancinha. Entendi que tenho que economizar pra minha vida melhorar. Se eu parar de gastar com umas besteiras, mais tarde posso ganhar um carro, o que vai melhorar minha vida. Porque dividir o carro com a mãe é ruim, tem dia que ela precisa e eu fico sem =/. Vou viajar pra Brasilia próximo mês, para um congresso. Mais uma coisa que enquanto eu ajudo minha mãe sou recompensada com coisas legais.
Entrei na bolsa de acessibilidade, dinheirinho no bolso pra comprar livro e entender estruturas.
Tô indo no médico cuidar da minha voz pra ser menos gasguita. Pra quando eu apresentar meus projetos os meus clientes ficarem enfeitiçados pela minha voz sexy e já me contratarem! hauhaua
E assim vai, e assim vou crescendo na vida.
A minha sorte é ter um namorado que tem o ritmo da vida quase igual ao meu. A gente divide as angustias, os trabalhos... =P
Então é isso, escrevi muito porque tô com a cabeça cheia, e decida a não reprovar em estruturas. hauhauhau
O importante é ter calma. - o problema sou eu entender isso. =P

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Opa!

Como faz um tempo que eu não passo por aqui, e vi um vídeo que realmente me rendeu risadas, não custa nada compartilha-lo por aqui. Obg @gabibarros pelo link!

Isso é Lady Gaga pelo mundo! ahuhauahua

sábado, 1 de maio de 2010

Eu vou fazer isso ao vivo.

A gente para e reflete. Podem nem acreditar na sua reflexão, mas quando se faz isso sinceramente já é válido.
Eu sou resultado de uma educação bem complexa. Metade da vida eu vivi com quem pensa bonitinho, com quem faz tudo igual, e durante essa época eu não era muito feliz. Depois vem a melhor parte da minha vida; quando eu venho morar com a minha mãe, e ela sim é do contra. Ela é nômade, nunca tá parada, gosta de muita coisa, mas não gosta daqui, dessa cidade. Essa é uma das partes que eu mais bato de frente com ela, quando ela para pra fazer uma análise sociológica dessa cidade e dizer que não tem quase nada de positivo. Nisso eu discordo, acho que tem muita coisa boa, não é a toa que amo muito muita gente, sou amada também.
Antes de entrar na universidade, eu vivia num mundo de muita gente parecida. Na época eu jurava que havia muita diferença, mas quando mudei de meio percebi que ainda não tinha vivido nadinha da vida.
Aí assim fui crescendo, formando minhas opiniões, arrodiada das mesmas pessoas. Elas acompanhavam minha evolução e eu as delas, às vezes a gente se chocava, mas no fim tudo terminava bem, porque havia entendimento. Quando a intenção era de ofender se sabia, quando não era também.
Então eu cresci assim, "sem papas na língua", como dizia a eterna Carliane! Os comentários eram sempre os mesmos:
- Maria, vc sabe o que você, é, né?
- O que mesmo?
- Otária.
hauhauhauhaua; risos, muitos risos.
Eram críticas o tempo todo, era feio.
Então chegava a época do ano que eu resolvia me tornar uma pessoa melhor, ia pro JASAC (o grupo de jovens do meu colégio), e dizia que ia melhorar, que sabia que magoava os outros, que nem todo mundo tava acostumado com meu jeitinho "dócio" de ser.

Então eu mudo de meio, UFRN, setor IV, bloco H. Venho de um lugar com outras concepções, com minhas seleções de quem me atrai ou não.
Pra começar, eu nunca tive muito jeito pra ser comum, pra ser da maioria. Principalmente porque na nossa cidade se valoriza muito meninas iguaizinhas de cabelo comprido e que gostam de uma música mais popular. Aí como eu nunca tive muito sucesso nessa modalidade, porque não sou bonita o suficiente para, resolvi ser feliz de outro jeito. Resolvi ser aspirante a uma pessoa culta. E como tudo que eu faço nessa vida eu me esforço, nesse perfil aí não é diferente. Eu ando com gente inteligente (meus amigos são o máximo), eu escuto música "boa", eu leio os livros que o namorido da minha mãe fodão manda eu ler (leio quando rola, porque nessa vida de arquiteta em formação, tá osso).
Então assim, essa galera do rock aí que eu ando, sempre é um povo mais afetado, que tem umas opiniões mais diferentes, porque gosta de ser do contra mesmo. E quando a gente conversa sobre algo todo mundo concorda, e quando sai das nossas reuniões queremos por certo que o mundo seja desprendido em algumas coisas que nem a gente. Eu pelo menos tenho um grande despreendimento moral. Acho que tudo é besteira, que ninguém liga pra nada. Eu não ligo pra muita coisa, mas quando eu ligo...
Bem. Teve um dia que eu explodi. Porque querendo ou não, quando eu sou amiga, eu sou amiga mesmo. Bati o pé, gritei, xinguei, ofendi, fiz tudo que uma pessoa pacifica que quer conviver bem não faz. Isso porque eu não estava numa fase de querer conviver bem, talvez.
Porque as diferenças existem, porque durante todas conversas no dia que tenho com minha mãe ela me planta ideias bem revolucionárias, bem diferentes, e justifica como falta de inteligência quem não aderir a isso. Isso é muito radicalismo, é loucura total, mas quem tá envolvido por uma idéia que acha que é a certa e acabou não tem paciência pra ouvir o que o outro impõe como a verdade suprema dele.
Eu sou o reflexo de tentativas. De querer se diferente da maioria, de querer ser inteligente como eu acho que minha mãe é, de ter o pulso que algumas pessoas que estão têm.
Quanto a opiniões que solto por aí, eu sei que não tinha motivo pra me meter na vida de ninguém, já que essa é uma das coisas que mais reclamo, a intromissão. A questão é que quando um assunto surge, eu não converso sozinha, ok? As pessoas dão opiniões mais imparciais, e quando eu falo realmente o que penso, sou interpretada negativamente.
E talvez eu mereça mesmo essa interpretação. Que seja.
O que importa é que eu estou aqui procurando minha paz espiritual, que acreditem ou não, eu tenho algum espírito.
E só enquanto eu digito essas coisas, toda agonia que me tomava conta já melhorou bastante. Que a melhor forma de fazer tudo ficar bem é assumir o erro, e pronto.
Pelo meu lindo eu faço qualquer coisa, e se essa for a forma de fazer tudo ficar bem, eu me arrependo sinceramente 1000 vezes, eu engulo minha arrogância 3000 vezes, e assumo que estou errada o quanto o mundo quiser.
Com isso, eu só parei para pensar que logo eu, que dizia tanto que as diferenças existem e pedia que aceitassem as minhas, vou me colocar no lugar do outro e aceitar as suas. Porque na verdade, cada um tem uma história diferente, e por mais que ainda sejamos muito jovens, o ideal que a gente carrega hoje é fruto da nossa história, e cada um de nós defende a nossa da melhor maneira que puder.

Bem que meu professor do PRÉ dizia que ia ser diferente, e eu de besta que não sabia.

Minhas sinceras desculpas, vocês não tinham, nem têm obrigação de entender quem eu sou.

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Cara, quando eu tiver que fazer isso ao vivo vai ser podre, porque eu não sei falar em público, eu não consigo organizar minhas ideias, e além de tudo eu preciso ir ao fonoaudiólogo! ahuahuaha

sábado, 3 de abril de 2010

o sentimento é nobre

Oh, my God. São tantas coisas para escrever, para explicar o que estou sentindo que eu tenho certeza que vou me perder. E eu peço para que se esforcem para entender a minha loucura, e que me perdoem se não entenderem.
Acho que a palavra do mês de março é ciúmes. Ciúmes de namorado, ciúmes de amigo, ciúmes. Acho que o ciúmes surge de amar demais. Uma forma doentia mesmo (será?), uma coisa incontrolável que machuca os outros, que te domina de um jeito que você perde o controle.
Primeiro esse sentimentou dominou alguém que sentiu isso por mim, e eu definitivamente não entendia nada, achava que era sem razão. Então o vírus do ciúmes chegou e mim, e não era ciúmes de namorado, era ciúmes de amigo mesmo, ou melhor, de amiga. Coisa feia a gente querer dominar os outros, achar que a pessoa é sua e que ninguém tasca ela de você. Aí causa confusão, alvoroço. Pessoas se afastam, pessoas choram, pessoas se aproximam, pessoas se afastam mais, pessoas sofrem mais.
Mistura de sentimentos bons, ruins, sentimento de vazio, de estar muito bem com uns, e estar muito mal com outros. Estar mal com quem a gente quer muito bem, saber que pra ficar bem com esse alguém a gente vai ficar mal com outro alguém.
E aí complica-se tudo. A gente para pra pensar na vida, pra saber que tem muita coisa errada, mas que tem muita coisa pra ser consertada. Aí vem a certeza que no fim tudo vai ficar bem. Que depois dessa maré de coisas não muito boas vai vir uma de coisas maravilhosas.
Aí eu paro e penso que sou especial (foda-se quem achar que eu me acho), porque se isso tudo tá acontecendo é porque há muito amor no meio de tudo isso. Tanto que sentem por mim, e tanto pelo imenso amor que sinto pelos outros. E amor é um sentimento nobre. Então eu sou nobre. E todos vamos ser felizes e riremos juntos disso tudo um dia.

domingo, 1 de novembro de 2009

Fazendo planos

Eu adoro fazer planos, e geralmente quando eu estou cheia de coisas pra fazer fico imaginando o que vou fazer depois que tudo isso passar. Ano passado foi assim, eu sonhava que o vestibular chegasse só pra eu poder aproveitar com força o que viria depois. Passando ou não, eu super queria bombar. E que bom que eu passei, porque eu bombei muito mais.
Essa semana eu tenho 7 trabalhos pra entregar. O mais fuckeroso de todos eu entrego sexta, e to pedindo (ok, estou implorando) a Deus para terminar essa bexiga com alguma sanidade.
Depois que esse trabalho passar, virá outro, e próximo a ele começarão minhas aulas práticas na auto-escola (sim, depois de três meses esperando, o dia vai chegar), então meus planos já começam aí, em 2010 eu tenho que estar dirigindo. Fato!
Só que antes da minha carteira chegar, vem o carnatal. E vai ser bombação total, como eu não pulei ano passado, esse ano vou tirar o atraso. ;P
Depois disso vai ter o ano-novo. E eu adoro ano-novo, quero passar num lugar legal, não importa qual.
Aí depois disso vai chegar o veraneio, e eu tenho que estar magra para poder usar bikinis lindos e tirar fotos lindas.
Então quando o veraneio chegar, eu quero ir a Pipa com meus amigos. Porque Pipa é um lugar lindo e maravilhoso, e meus amigos e eu a merecemos!
Daí vai ter janeiro inteirinho ainda, e eu queria ir a Curitiba. Só que tô achando que não vai rolar. Mas São Paulo pode rolar sim, e eu espero que role. :)
São muitos os planos, mas o mais legal do momento é terminar o trabalho de Françoise mesmo.
Beijos! \o/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gaydar apitou!

Eu descobri porque tava passando tanto tempo sem escrever aqui. Tirando os milhões de trabalhos da faculdade (esses eu nem esquento mais, a madrugada foi feita pra isso), as coisas que eu ando vivendo, acho que não devo ficar falando nada, porque não quero expor seu ninguém. Aí termina que eu não tenho nem o que dizer tanto, e o blog fica abandonado.
Só que aí eu resolvi escrever sobre o assunto, porque já me considero uma super entendedora. E afinal de contas, eu não vou expor ninguém, não vou contar da vida de ninguém, só relatar um fato atual da nossa sociedade natalense mesmo.
Gente, como tem gay nessa cidade! Ei, pô, é sério. Já está num nível que quando a gente olha um menino na rua primeiro pensa que é gay, aí quando descobre que é hetero se surpreende. Então aprenda comigo a indentificá-los, é muito fácil:
* Viu um menino lindo? Não tem jeito de gay? Besteira, amiga, há uma grande chance dele ser gay. Só pelo fato de morar em Natal já está no grupo de risco.
* Tá, ele é bem estilozinho, usa um wayfarer e uma calça skinning. Olha, ele pode não ser, mas nesse grupinho aí a probabilidade é maior.
* Você tá paquerando com o suspeito e pergunta pra onde ele vai no fim de semana. Se ele te enrolar, ele é gay, linda, porque só em tá fazendo isso já o suficiente pra saber que ele é. Agora se ele disser que vai pra o Galpão (se for na sexta tudo bem, mas se for no sábado fica de olho), pra Crystal, ou pra Vogue, se liga, gata ;).
* Que curso que ele faz? Olha, essa galera curte o setor II da UF, O CCHLA, comunicação sabe? Mas tipo, não é obrigado ele ser gay só porque faz esses cursos não. Mas é porque há uma galerinha considerável. Na verdade, eles estão em todos os lugares, o que cabe a você é perceber mesmo.
* Você ficou com o gato? Aí acha que só por isso ele não é gay? Que besteira, amigã, isso não existe! Olha, tem uns que até pegada tem, então não vai ser esse fato que vai definir ou não que ele seja gay.
Se seu gato não se indentificar em nenhum desses quisitos você tem uma grande chance de está salva. Agora ele pode também super bater com umas coisas aí e ainda não ser. Eu não ponho a mão no fogo por mais ninguém nessa vida, até porque eu dou maior foça que as pessoas sejam felizes! Adoro gays, a-do-ro!
Mas amigas, cuidem dos seus gatos porque a cada dia que passa eles estão sendo mais e mais convertidos para o lado do arco-iris.
Deixando claro que esse post não foi feito pra criticar niguém, e quem me conhece sabe como eu sou de boa com isso, só estou ajudando às gatas do meu Brasil a não cairem na ilusão de "estou me achando porque estou pegando um super bichinho, mas pobre de mim que não sei que ele é gay".
Então é isso, gatas!
Beeeijos

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Feriado insano

Vamos olhar pra dentro das pessoas, quem sabe assim eu me livre da metade dos julgamentos que um dia eu mesma apliquei aos outros.

(feliz!)

sábado, 22 de agosto de 2009

"O poder da validação"

A professora de Métodos e Técnicas passou um texto com esse título. O texto dizia que todos nós somos inseguros, que todos nós precisamos que os outros nos validem. Validar para o autor, é dizer que a gente existe, que a gente real, que somos bons em alguma coisa. As pessoas a minha volta adoram fazer isso comigo. Acho que é porque percebem que sou muito insegura, ou algo assim, mas eu sinceramente me pergunto o que elas pensam quando dizem "Quando eu crescer, quero ser igual a você". Minha gente, sou eu, Maria. Nada demais, porranenhumanessemundo pra dizer a verdade.
Mas tudo bem, eu fico feliz e até sei que sou importante na vida das pessoas ;). As pessoas que realmente me conhecem sabem quem eu sou mesmo, sabe as barras que já passei, sabem que eu me esforço pra ser boa pessoa. Tudo bem que eu não quero ter uma imagem para ser respeitada só pelo que eu passei na vida, e sim por tudo que faço todos os dias.
Só que aí, eu acho que essa coisa toda de ser querida me subiu à cabeça, e acabei não tomando cuidado com o fato de que nem todo mundo desse planeta me conhece de verdade.
Basicamente foi isso, já está feito. Mas eu continuo tirando o chapéu pra mim. Eu sei quem sou eu ;)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tudo tem sua hora.

Uma coisa eu to aprendendo nessa vida. Tudo tem sua hora e não existe fórmula pra felicidade. A gente tem que ser feliz do jeito que se sente feliz, e se há alguma coisa impedindo isso, vá lá, enfrente que passa.
To cansada de ouvir as pessoas criticarem o modo de viver dos outros. Eu tenho certeza que se fulano vive daquele jeito é porque ele quer (ou porque é muito fraconavida e não tem coragem de ir lá enfrentar as coisas).
Tudo tem sua fase. Na fase tal eu podia ser super feliz numa vidinha parada. Eu era feliz. Na fase atual eu acho toda essa coisa de vidinha parada um saco. Mas entenda, é um saco pra mim e não pra quem vive- se você é feliz assim eu te dou maior força! Então começam as críticas sobre a vida movimentada. E aos críticos, ficaadica: nesse momento é isso que me faz feliz, e nada eu posso fazer.
Quando o assunto é levar alguma coisa a sério eu super faço isso. E meus amigos sabem como eu levo as coisas a sério. Mas isso me cansou, e eu quero a irresponsabilidade. Talvez quando a responsabilidade bater na minha porta de novo e esteja afim de uma vida parada. (Nossa, senti até calafrios ao fazer essa suposição.) Mas quem sabe? O destino pertence a Deus, e é isso aí.
Quando eu tava na vidinha parada fiz questão de não magoar ninguém. E estava triste por evitar a tristeza nos outros. Pra ser feliz eu tive que chutar o pau da barraca mesmo e ouvi muitas críticas. Mas eu não quero que minhas atitudes de hoje machuquem sei lá quem. Eu quero que as pessoas sejam felizes como eu estou sendo. E se isso não está acontecendo mando-te um belo de um sinto muito.
Abrir o coração é bom, dizer que estou muito feliz com a vida que tenho é melhor ainda. (y)