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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pedaços de Pano

Sabe-se lá porquê, estou com um leve abuso de internet. É o barulho que o computador faz, é o tempo que fico sentada aqui que acho que poderia estar fazendo outra coisa, são os assuntos que venho ver na internet. Sinto meu cérebro atrofiando, fico nervosa.
Eu adoro ler blogs de moda, percebo que passo horas lendo essas bobagens. Só que hoje eu me vi lendo um post num blog sobre uma briga em que o assunto eram bolsas! Tudo bem que se você for ler o post até faz sentido a confusão, sabe? Mas mesmo assim, são só bolsas, só roupas, só pedaços de pano.
E eu me vejo dando tanto valor a esses pedaços de pano, vejo que a sociedade valoriza tanto isso, que todo mundo vive numa loucura por consumo. Isso por querer sempre estar melhor, para que te respeitem mais, para que achem que você é mais importante porque teve o bom gosto de escolher aquela peça. O "bom gosto", né? Porque é só você dar uma voltinha bem alí, ou pelo menos ter uma visão diferente um pouquinho das mentes vazias que nos rodeiam para ver como as pessoas são limitadas, são básicas, e blablabla. E acham que esse modo limitado é o certo, e a menina que usa all star é lésbica. Sim, porque eu já consegui ouvir nessa cidade uma definição dessa. Digaí! O fato de você não ser breguinha, ops, tão comum, influi na sua sexualidade e logo você é lésbica!
Bem, e aí eu volto a perceber que os pedaços de pano dizem muito mais, e que quando eu penso que deveria pensar menos nos pedaços de pano, vejo que eles estão unidos a uma série de idéias, de comportamentos repetitivos e limitados.
Mas voltando ao foco, eu queria dizer isso. Que se vestir bem é importante, que aonde você chega essa é a primeira impressão que vão ter de você e que através da roupa a gente diz muito.
Mas a vida não é só isso, e eu tenho que colocar mais isso na minha cabeça. Porque eu me vejo as vezes num nível que não consigo aceitar nada vindo de uma pessoa que eu odeie a roupa. Principalmente quando eu sei que ela tem dinheiro e acesso a um guarda-roupa melhor, mas que não, por limitação comete essas repetições cafonas.
Sim, porque na verdade tudo é repetitivo mesmo, mas no fim, tem umas repetições que são mais legais.
Abraço!

sábado, 1 de maio de 2010

Eu vou fazer isso ao vivo.

A gente para e reflete. Podem nem acreditar na sua reflexão, mas quando se faz isso sinceramente já é válido.
Eu sou resultado de uma educação bem complexa. Metade da vida eu vivi com quem pensa bonitinho, com quem faz tudo igual, e durante essa época eu não era muito feliz. Depois vem a melhor parte da minha vida; quando eu venho morar com a minha mãe, e ela sim é do contra. Ela é nômade, nunca tá parada, gosta de muita coisa, mas não gosta daqui, dessa cidade. Essa é uma das partes que eu mais bato de frente com ela, quando ela para pra fazer uma análise sociológica dessa cidade e dizer que não tem quase nada de positivo. Nisso eu discordo, acho que tem muita coisa boa, não é a toa que amo muito muita gente, sou amada também.
Antes de entrar na universidade, eu vivia num mundo de muita gente parecida. Na época eu jurava que havia muita diferença, mas quando mudei de meio percebi que ainda não tinha vivido nadinha da vida.
Aí assim fui crescendo, formando minhas opiniões, arrodiada das mesmas pessoas. Elas acompanhavam minha evolução e eu as delas, às vezes a gente se chocava, mas no fim tudo terminava bem, porque havia entendimento. Quando a intenção era de ofender se sabia, quando não era também.
Então eu cresci assim, "sem papas na língua", como dizia a eterna Carliane! Os comentários eram sempre os mesmos:
- Maria, vc sabe o que você, é, né?
- O que mesmo?
- Otária.
hauhauhauhaua; risos, muitos risos.
Eram críticas o tempo todo, era feio.
Então chegava a época do ano que eu resolvia me tornar uma pessoa melhor, ia pro JASAC (o grupo de jovens do meu colégio), e dizia que ia melhorar, que sabia que magoava os outros, que nem todo mundo tava acostumado com meu jeitinho "dócio" de ser.

Então eu mudo de meio, UFRN, setor IV, bloco H. Venho de um lugar com outras concepções, com minhas seleções de quem me atrai ou não.
Pra começar, eu nunca tive muito jeito pra ser comum, pra ser da maioria. Principalmente porque na nossa cidade se valoriza muito meninas iguaizinhas de cabelo comprido e que gostam de uma música mais popular. Aí como eu nunca tive muito sucesso nessa modalidade, porque não sou bonita o suficiente para, resolvi ser feliz de outro jeito. Resolvi ser aspirante a uma pessoa culta. E como tudo que eu faço nessa vida eu me esforço, nesse perfil aí não é diferente. Eu ando com gente inteligente (meus amigos são o máximo), eu escuto música "boa", eu leio os livros que o namorido da minha mãe fodão manda eu ler (leio quando rola, porque nessa vida de arquiteta em formação, tá osso).
Então assim, essa galera do rock aí que eu ando, sempre é um povo mais afetado, que tem umas opiniões mais diferentes, porque gosta de ser do contra mesmo. E quando a gente conversa sobre algo todo mundo concorda, e quando sai das nossas reuniões queremos por certo que o mundo seja desprendido em algumas coisas que nem a gente. Eu pelo menos tenho um grande despreendimento moral. Acho que tudo é besteira, que ninguém liga pra nada. Eu não ligo pra muita coisa, mas quando eu ligo...
Bem. Teve um dia que eu explodi. Porque querendo ou não, quando eu sou amiga, eu sou amiga mesmo. Bati o pé, gritei, xinguei, ofendi, fiz tudo que uma pessoa pacifica que quer conviver bem não faz. Isso porque eu não estava numa fase de querer conviver bem, talvez.
Porque as diferenças existem, porque durante todas conversas no dia que tenho com minha mãe ela me planta ideias bem revolucionárias, bem diferentes, e justifica como falta de inteligência quem não aderir a isso. Isso é muito radicalismo, é loucura total, mas quem tá envolvido por uma idéia que acha que é a certa e acabou não tem paciência pra ouvir o que o outro impõe como a verdade suprema dele.
Eu sou o reflexo de tentativas. De querer se diferente da maioria, de querer ser inteligente como eu acho que minha mãe é, de ter o pulso que algumas pessoas que estão têm.
Quanto a opiniões que solto por aí, eu sei que não tinha motivo pra me meter na vida de ninguém, já que essa é uma das coisas que mais reclamo, a intromissão. A questão é que quando um assunto surge, eu não converso sozinha, ok? As pessoas dão opiniões mais imparciais, e quando eu falo realmente o que penso, sou interpretada negativamente.
E talvez eu mereça mesmo essa interpretação. Que seja.
O que importa é que eu estou aqui procurando minha paz espiritual, que acreditem ou não, eu tenho algum espírito.
E só enquanto eu digito essas coisas, toda agonia que me tomava conta já melhorou bastante. Que a melhor forma de fazer tudo ficar bem é assumir o erro, e pronto.
Pelo meu lindo eu faço qualquer coisa, e se essa for a forma de fazer tudo ficar bem, eu me arrependo sinceramente 1000 vezes, eu engulo minha arrogância 3000 vezes, e assumo que estou errada o quanto o mundo quiser.
Com isso, eu só parei para pensar que logo eu, que dizia tanto que as diferenças existem e pedia que aceitassem as minhas, vou me colocar no lugar do outro e aceitar as suas. Porque na verdade, cada um tem uma história diferente, e por mais que ainda sejamos muito jovens, o ideal que a gente carrega hoje é fruto da nossa história, e cada um de nós defende a nossa da melhor maneira que puder.

Bem que meu professor do PRÉ dizia que ia ser diferente, e eu de besta que não sabia.

Minhas sinceras desculpas, vocês não tinham, nem têm obrigação de entender quem eu sou.

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Cara, quando eu tiver que fazer isso ao vivo vai ser podre, porque eu não sei falar em público, eu não consigo organizar minhas ideias, e além de tudo eu preciso ir ao fonoaudiólogo! ahuahuaha

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quanto Tempo!

Olá. Fazem sei lá quantos meses que não apareço aqui. Acho que isso aconteceu porque eu estava numa fase de transição da minha vida e não queria expor aqui tudo que tava acontecendo, assim ao vivo, para aqueles que não são tão meus amigos acompanharem. Porque os amigos mesmo sabiam de tudo, então eu não tava afim de escrever. Era isso.
Tipo, nesse tempo muita coisa aconteceu, tipo assim, MUITA mesmo. Tipo, eu nem sei por onde começar. Mas eu vou até tentar dizer alguma coisa com algum nexo aqui.
Bem, pra começar eu estou namorando. Haha. A Marialoucapirada resolveu se apaixonar de novo, e ser uma nova boa menina. Tá naquela fase de querer ficar assim pra sempre e tal, oh, isso é tão bom :). O namorado? É um menino lindoemaravilhoso que adora arengar com ela o tempo todo. Isso faz uma relação divertida, sério mesmo. Bem, quem tá de perto percebe que há muita felicidade nisso tudo.
Estou indo pro segundo período da faculdade feliz da vida. Depois de férias tão longas eu já não aguentava mais essa vida vagabunda.
Nesses ultimos tempo também aconteceu outra coisa legal. Ganhei mais uma super amiga pro time das super amigas. É. Ela é fofa e tem cara de menina pequena. Achei isso engraçado (isso de ganhar uma nova amiga, e não o fato de ela ter cara de menina pequena) porque eu sou meio chata pra fazer amigas mulheres. Amigas mesmo, que eu confio cegamente, que digo que amo. Porque assim, eu tenho as minhas antigas, aí elas são perfeitas, então eu não tenho pra quê ter outra. Mas essa apareceu e eu tô muito feliz por essa amizade.
Ah, outra novidade. Meu ex-namorado arranjou uma namorada linda! Tipo, eu já falei com ela algumas vezes, e sempre que olhava pra ela eu pensava: Omg, como essa menina é bonita, queria ser ela. Aí quando eu soube fiquei tipo: O.o. Não que ele não mereça ela, quéisso. Mas sei lá, me senti meio humilhada porque a menina é linda, e eu não sou linda... bem vocês entenderam. Quero que ele seja feliz, já disse até isso pra ele.
Ah, agora a bomba. Vocês lembram do meu amigo virtual. Bem, durante todos esses meses ele sumiu. Aí agora, do nada eu descubro um novo perfil dele no orkut, o qual ele passou um tempão e não me adicionou. Aí ele está de rolé virtual com a menina que eu tinha super ciúmes... bem. Ele simplesmente sumiu e esqueceu que eu existia. Depois de todo o grude que a gente tinha. Tô dizendo isso, só. Que achei estranho. Que realmente não tem mesmo como a gente presumir que conhece alguém só pela internet. Mas eu fiquei muito decepcionada mesmo, porque eu achava que enxergava sinceridade nele.

Então é isso! Eu vou tentar voltar! Beijos!
Ah, eu to em Fortaleza, mas chego em Natal amanhã :)

sábado, 24 de outubro de 2009

Me ensinem!

Na ultima vez que eu resolvi postar alguma coisa aqui, meu pc pifou no meio do meu "desabafo" e eu nem lembro mais sobre o que falava direito. Na verdade eu até lembro, mas eu tenho certeza que o que tenho pra falar sobre já não é a mesma coisa.
No último post eu falava sobre olhar pra dentro das pessoas, e é isso aí, a vibe continua sendo essa. Tipo, isso é tão "oi, quero ser boazinha" que chega a ser tosco. Mas eu não posso fazer nada, se meu momento é esse aí.
Eu costumo dizer que estou lascada, que acho que meu momento é um super problema pelas escolhas que tenho feito. Porém, de repente exista uma segunda chance e eu tenha salvação, talvez eu compreenda que não passo de uma menina futil, sem muita razão/formação pra tal futilidade.
Sabe de uma coisa? Gostar das pessoas é muito legal. E admirá-las também.
Acabei de chegar de uma noite divertida com amigos. Ah, eu adoro essa fase independente, de andar com amigos motoristas, e tipo, daqui a 1 mês começam minhas aulas práticas :)
Lá vou eu mudando de assunto do nada ;P
Gente, vamos ser mais humanos, vamos parar de se preocupar com que os outros vão falar! Gente, me ensinem a fazer isso! \o/
Boa noite! :)